
Dia: 30 de Novembro de 2016
Horário: 23h40
Local: Em meu quarto, me preparando para dormir – São Paulo – SP
Normalmente relato aqui acontecimentos que presencio durante as reuniões espíritas na qual participo, mas hoje quis falar um pouco sobre os acontecimentos no meu dia a dia como médium.
A clarividência, sensibilidade e outros dos sentidos da mediunidade, não são facilmente desligados como muitos pensam. O seu mentor pode e até respeita seus horários de trabalho mediúnico, mas existe uma classe de espíritos que não está muito familiarizada com a palavra “Respeito”, e essa é a que devemos estar constantemente em alerta.
Eu, como qualquer ser humano, busco por instinto o melhor para mim e para os meus. Tento fazer tudo de uma maneira simples e tranquila, mas nem sempre é possível e esforços são requeridos. Desde que me entendo por gente e por sentir a presença do outro lado, busco conciliar essas duas palavras: “Viver bem” e “Facilidade”.
Há muitos anos atrás quando eu ainda era bem jovem e imaturo, escutei em um centro uma frase de um senhor:
“Faça sua reforma intima meu rapaz, ela é difícil pois a todo instante suas dificuldades são refletidas para você como sua imagem no espelho, mas a cada conquista de uma dificuldade uma felicidade imensa preenchera seu coração de forma definitiva, e não apenas paliativa quando buscamos, a quem nos apoie o ego e a vaidade”
Bom, claro que nem de longe fui buscar essa reforma íntima, afinal eu via espíritos, e isso devia me valer alguma coisa de bônus sobre os outros. Quem sabe uma vista grossa sob meus defeitos.
Com 17 anos nas costas fui atrás da minha “facilidade espiritual”, o meu desenvolvimento dentro da minha zona de conforto, afinal o que aquele senhor sabia?
Fui a diversos centros, templos e casas religiosas, em cada uma delas quando chegava me sentia em casa, tudo era perfeito, começava a estudar e de repente:
PAF! Dava de cara com a tal da reforma moral de novo, mudava de centro, de doutrina e tudo se repetia, pois sempre fui uma pessoa que gosta de estudar e conheço minhas dificuldades. Uma verdade que descobri durante esses anos. Todas as pessoas que convivem com vocês sabem dos seus defeitos, mas por educação não jogam na sua cara, pelo menos não em seu estado normal, em função disso pensamos que somos perfeitos e que a culpa é sempre do outro. Pura ilusão!
É como aquele ditado… Marido traído é sempre o último a saber. Você também vai ser o último a saber o que todos já falam nas suas costas.
Por isso a importância da auto reflexão continua e sempre lembrar das palavras de Jesus.
“Amai ao próximo como a si mesmo”.
Hoje com mais maduro e experiente entendo a importância da reforma íntima.
23h38 – Domingo. Estava me preparando para dormir, havia tido um fim de semana desgastante, tinha perdido a cabeça, ficado triste, nervoso, como qualquer ser humano. Realmente baixei muito minha energia, e com a preguiça batendo a minha porta e eu me dando o direito de ficar na fossa um pouquinho, afinal todo mundo tem esse direito, certo? Certo! Mas tem um preço.
Sentei na cama e através da minha visão espiritual, pude perceber um espírito se aproximando, ele tinha uma energia baixíssima, mas como eu também estava vibrando baixo conseguíamos essa conexão.
Ele era todo coberto de pelos cinzas, tinha uma cara animalesca e dentes afiados como se fosse um lobisomem. Babava, rosnava e grunhia coisas sem sentido.
Embora estar na presença dele fosse muito pesado mantive um contato para entender mais sobre aquela criatura e poder aprender sobre a situação, afinal eu que não ia dormir com ele ao lado da minha cama.
Não era uma criatura das trevas, mas um sofredor que aprisionado em seus sentimentos de raiva e ódio transmutou seu perispírito em uma forma animalesca.
(Quem tiver interesse em saber mais sobre essa transmutação pode pesquisar sobre “Licantropia no espiritismo”.)
Comecei a enviar luz e bons pensamentos, pedir ajuda para ele. Mas ele não ia embora. Fazia proteções e chamava a todos e nada. “Meus mentores e amigos espirituais sempre me dão uma mão, mas em grande parte eles esperam que eu resolva sozinho, me acompanham de longe. Afinal que mentor eles seriam se nas primeiras dificuldades, eles intervissem”
Foi quando pensei… Pera aí, eu estou mal, triste e com raiva como posso querer enviar para o outro, algo que nem mesmo eu fiz para mim?
Mudei o foco e comecei a me limpar e a pedir perdão para mim mesmo, pelas minhas atitudes e pensamentos, quando abri o olho para enviar tudo isso para o espírito que me acompanhava, ele havia sumido!
Quando fazemos o bem para nós mesmos isso se reflete no outro assim como o mal.
Já vi pessoas tomarem passe, fazerem tratamento e 5 minutos depois o sofredor ou obsessor já está de volta.
Não existe atalho, não existe facilidade. Você pode abanar a mosca da comida a vida toda, mas ela sempre vai voltar enquanto você não retirar o doce da mesa.
Vamos tirar de nós o que atrai toda essa tristeza, amargura e uma legião de problemas. É fácil? Claro que não! Não precisamos ter pressa, temos uma encarnação inteira e outra, e outra, mas precisamos começar!
Agora, nesse minuto. É um ótimo momento para começar!
Eu vou recomeçar sempre que cair, sem culpa nem medo.
Gratidão a todos pela oportunidade!


Wilson após a prece inicial incorporou um espírito de extraterrestre, uma característica de sua mediunidade é ter sintonia com esses Seres Nesta noite, em particular, vinha um ser que nunca tinha visto antes, era uma das formas astrais mais lindas e interessantes que já tinha tido a oportunidade de ver. Era um Ser formado por códigos e impulsos eletromagnéticos que percorriam todo seu corpo lembrando o filme Matrix. Ele possuía nos locais dos Chakras estrelas que enviavam de forma viva códigos para todo seu corpo astral, um show de luzes para quem podia ver através da clarividência.
Foi pedido a Djair a deitar no sofá, enquanto ele fechava os olhos e relaxava Wilson em sintonia com o E.T. começava o processo. A primeira coisa que fez foi expandir uma cópia do cérebro de Djair em uma espécie de holograma sob sua cabeça. Pude perceber nesse holograma, que várias parte do cérebro de Djair estavam apagadas, ao lado surgiu um tubo de luz com um código de DNA Com as mãos o Extraterrestre movimentava alguns diagramas com formas hexagonais que lembravam membranas celulares, O Extraterrestre me perguntava mentalmente se eu estava o acompanhando, eu estava mais assustado do que presenciando, pois era fora do que eu chamo de padrão de trabalho mediúnico. Djair nessa hora se encontrava totalmente dormindo profundamente no sofá, ressaltando que ele nunca havia sentido absolutamente nada durante todos os anos de trabalho no centro.
Após alguns minutos, todo esse esquema de códigos, DNA e luzes foram se incorporando ao perispirtito de Djair.
Abrimos a reunião com a prece de costume e começamos os atendimentos, a terceira pessoa a ser atendida era Luiz, vinha à reunião pela sua segunda vez. Um homem de seus cinqüenta e poucos anos, casado e pai de dois filhos. Feliz, mas como costumamos ver muito por aí, sempre reclamando. Não sabia explicar, mas algo sempre o incomodava, era frequentador assíduo de um centro de umbanda no ABC paulista. Já era um trabalhador da casa, embora tivesse uma mediunidade já desenvolvida trabalhava como Cambono*.Isso o deixava um pouco irritado, foi aí que conversando com amigos, conheceu nosso trabalho e começou a frequentar.
Fizemos o pedido e as espadas sumiram, o Espírito voltou a incorporar em mim e pudemos remover o Patuá e as sanguessugas. Após o trabalho, as espadas voltaram a aparecer ao redor dele.


Segundo passo: Após prepararmos o terreno com nossa mais sincera gratidão, devemos pedir permissão a Deus, depois a toda Egrégora de Saint Germain que é quem trabalha com a chama violeta nesse planeta e ao nosso corpo. Assim teremos permissão para fazer as transformações necessárias.
Agora absorvamos todas as chamas e a luz com nosso órgão, o imaginemos totalmente refeito e trabalhando em sua mais plena condição.

Sábado começamos a reunião normalmente, com as pessoas aguardando para serem atendidas. Um rapaz que estava no canto me chamou a atenção e resolvi começar os trabalhos do dia por ele. Sentado na cadeira que fica no centro da roda, pude observar como estava seu corpo espiritual. Ele apresentava um quadro típico de quem passou por stress, discussão ou briga.



