Obsessores – 01 – De Opositor a Amigo e Mentor.

centurion

Durante a reunião realizada em  10 de Maio de 2018, surgiu o assunto sobre Obsessores, que eu particularmente prefiro chamar de Opositores.

Durante minha caminhada na espiritualidade, sempre tive contato com Opositores em praticamente 90% das reuniões que participo. E muitas das situações que vivi, acredito que sejam de grande auxílio para aqueles que de alguma forma entram em contato com esses irmãos que ainda se comprazem de sentimentos dolorosos, da mesma forma que muitos encarnados também. Publicarei algumas dessas experiências em textos. Sempre com respeito a espiritualidade e a individualidade de cada Espírito aqui mencionado. Quero deixar claro que essa é a “minha visão”, que foi construída no que pude observar e fazer durante longos anos de trabalho com nossos amigos.

Dia: Em um Sábado de Junho de 2015

Horário: 09:00 – São Paulo-SP

Local: Reunião Espírita na Casa de uma Amiga (Maria)

A reunião seguia normalmente os atendimentos das pessoas. Quando de repente senti uma energia estranha, pesada, quase sufocante no meu campo energético.

Nesse instante perguntei a Maria se ela percebera algo, já que não estava conseguindo perceber nada pela clarividência.

Ela pediu para eu fazer contato com a criatura que se aproximava, uma situação que ocorre quando eu “incorporo um espírito” é que dividimos a mente e os sentidos, ele sabe o que eu penso, e eu o que ele pensa, bem como a nossa visão compartilhada. Eu enxergo o que ele enxerga, o que muitas vezes chega a ser divertido. Pois quando a Criatura não se mostra visível para mim, por esse contato mais físico posso olhar para meu corpo, mãos e pés para identificar quem esta fazendo contato. Já me vi de terno branco, com patas de cabrito mãos distorcidas, e por aí vai.

Nesse contato em particular eu olhava para baixo e me via com sandálias e caneleiras romanas, como se eu fosse um centurião. Os sentimentos de ódio, rancor e vingança entravam em contato comigo. E o espirito me ameaçava:

“Eu te encontrei…”

“Você vai morrer…”

“Você me pertence…”

A Maria percebendo tudo isso, pediu para a espiritualidade conter o espírito até o termino da reunião, pois assim que todos saíssem, iriamos conversar. O Espirito Opositor aceitou e aguardou o termino da reunião.

Nota do Autor: Muita gente não aconselha a falar com Opositores sozinhos em casa. Eu respeito essa decisão e na grande maioria das vezes eu apoio. Porém, como eu posso observar o que acontece numa situação dessas, nesse caso não teve problema. Sempre confiar e acreditar em DEUS. Há sempre 3 mentores no mínimo ao lado do opositor, e sempre contem os impulsos deles com descargas energéticas, se ele esta muito violento eles o algemam, por isso muitos ficam com a mão para trás. Já tiveram casos de o espírito quebrar tudo e ninguém conseguir segurar.  Nestes casos, quem recebe o espírito entra em um estado de histeria e começa a dar vazão a seus próprios sentimentos perturbados.

Após o termino da reunião, Maria pediu para que eu e mais o médium Otávio ficássemos na sala enquanto os demais iam embora.

A criatura já se mostrava impaciente para se manifestar enquanto fazíamos uma prece para auxílio da espiritualidade maior em mais esse atendimento.

Nós três nos preparamos e a criatura se manifestou em mim, estava muito mais revoltada, dessa vez aparecia coberta de sangue, penas e uma cabeça de bode em uma das mãos. Tentava assustar com palavrões e ameaças.

Fui deixando ele gastar um pouco de energia enquanto contia os impulsos mais agressivos. Após alguns minutos ele se acalmou, e começamos a conversar.

Ele dizia que eu pertencia a ele, e que me mataria, para me aprisionar, que eu deveria pagar pelo que tinha feito.

Após muita conversa fizemos a proposta dele vir as reuniões de sábado para aprender e auxiliar, já que ele conhecia bem as trevas poderia ser de grande auxílio.

Nessa hora, foi o único momento, em que senti algo de bom em seu coração, nunca alguém o havia convidado para auxiliar, todos sempre o repudiavam e agrediam.

Após esse sentimento que claramente o incomodou ele se retirou rindo, e dizendo:

“Ajudar vocês? Nunca… Hahahaha”

Semana seguinte no sábado durante a reunião pude perceber ele ao longe observando, estava mais tranquilo, mas nos olhava com desdém. Ao termino da reunião fizemos mais um contato, e embora menos agressivo, se divertia dizendo que nosso trabalho era ridículo e nunca auxiliaria. Sempre mantivemos o coração aberto, mas uma postura firme… “O convite foi feito, mas se não quiser, não venha atrapalhar!” Nessa hora os mentores sempre se aproximavam e ele ia embora.

Todos os processos de auxílio são validos, mas nunca esqueçamos que não estamos sozinhos, e não somos abandonados aos arruaceiros, se a reunião é séria.

Meses se passaram e a situação se repetia, mas a cada reencontro a energia dele ia melhorando, mas ainda era uma criatura muito agressiva e de temperamento forte.

Até que certo sábado ele não apareceu, e foi assim por diversas reuniões, fomos tomados de especulações sobre o destino do nosso amigo, será que ele desistiu de se vingar? Será que voltou para as trevas? Não importava, sabíamos que fizemos o melhor que estava ao nosso alcance no momento, e que Deus se encarregaria desse nosso irmão.

Meses depois nessa mesma reunião de sábado, se apresentou um espírito, era um pescador, morava na beira da praia com um mangue. Trazia consigo uma cesta repleta de carangueijos, nos dizendo:

– Vocês não me reconhecem, não é? Rs

Titubeamos um pouco, mas logo nos demos conta de que era o espírito raivoso que havia desaparecido.

Ele se apresentava para o trabalho, ainda estava em observação de mentores superiores, mas foi colocado na praia para que em contato com a natureza pudesse ir se refazendo e modificando seu períspirito. Ainda meio inseguro, e apreensivo começou a nos ajudar.

Ele trabalhava muito bem limpando os miasmas e formas pensamentos que se acumulavam ao redor das pessoas assistidas. Ele colocava sobre elas todos aqueles caranguejos que iam devorando aquela gosma preta, que geramos pelos nossos pensamentos inferiores.

Até hoje esse amigo se apresenta para trabalhar comigo, ainda nos estranhamos um pouco, mas já esta bem melhor, sem ódio sem rancor. Deus como sempre une as peças de um quebra cabeça mesmo quando tudo parece perdido, ou fora da nossa compreensão.

Amar sempre, na medida do nosso possível perdoar e seguir em frente, confiando mesmo sem entender… isso é Fé.

E nessas “coincidências” divinas, o tema que caiu aleatoriamente para mim foi …

“Embainha tua espada…” — JESUS (João, 18.11) Fonte viva — Emmanuel

Gratidão Sempre

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A Evolução dos Trabalhos Espirituais

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Gratidão pela oportunidade de compartilhar, perdão pela interferência.

Ultimamente tenho refletido bastante sobre o caminho que os trabalhos espirituais que eu faço têm tomado.

Tudo está em constante transformação, em constante evolução e com meu trabalho não seria diferente.  Aprendo, modifico melhoro e reflito após cada atendimento, cada contato com uma pessoa nova. A gratidão que sinto após cada conversa e encaminhamento é enorme, pois sinto florescer a semente da evolução.

Quinta-feira passada ocorreu uma situação engraçada que traduz essa nova realidade.

Durante a reunião espírita que era coordenada por um grande amigo meu, ele pediu que eu incorporasse e atendesse as pessoas com a entidade que trabalha comigo. Faz muito tempo que não trabalho desta forma, pois hoje prefiro conversar com eles sem a necessidade da incorporação. Repasso as imagens e mensagens que a espiritualidade passa ao consulente e com isso aprendo junto, já que durante a incorporação a minha mente fica embaralhada com a mente do espírito, depois fica difícil lembrar tudo em detalhes.

Voltando a reunião, quando estávamos nos preparando para incorporar Meu Mentor apareceu ao meu lado, ele estava bem arrumado e dava risada.

Eu perguntei por que ele ria, e ele dizia: “seu amigo aprontou para você, mas será bom ver você trabalhando assim de novo”.

Eu disse: “Mas você vai trabalhar comigo“

Ele: “Sim, mas ao seu lado. Eu não preciso mais incorporar para trabalhar, podemos trabalhar de outra forma, mas estarei do seu lado observando”.

Realmente Meu Mentor não veio, vieram três diferentes espíritos que estavam disponíveis e fizeram um excelente trabalho.

Fiquei pensando no Meu Mentor quando começamos a trabalhar juntos há cinco anos, reclamava que eu queria trabalhar apenas com percepção e ele com incorporação.  Hoje ele não precisa mais da incorporação para trabalhar, trabalhamos lado a lado como amigos.

Essa situação me fez pensar em todos os atendimentos que feitos ao longo dos anos e como eles estavam mudando.

A grande maioria busca milagres, situações maravilhosas, buscando por adivinhações, soluções com o mínimo de esforço. Vi melhoras temporárias e soluções paliativas.

Hoje meu trabalho se dedica exclusivamente ao aprimoramento da essência da pessoa. Não me preocupo mais com busca das pessoas por dinheiro, trabalho, amores ou se algum ente querido ainda se encontra no umbral, etc… Meu foco concentra-se em mudar o íntimo de quem procura por ajuda, consequentemente isto também ajuda a me melhorar como humano. Se continuarmos a trabalhar as extremidades do problema sempre será paliativo e este não é o objetivo do nosso trabalho.

De que adianta arrumar a energia para conseguir um emprego se emocionalmente não conseguiremos administrar o mesmo, isto também vale para um relacionamento amoroso.

Diferente de quando preparamos a terra para receber a semente, e com a terra bem preparada ou pelo menos o melhor que conseguimos no momento, fica mais fácil o florescer da colheita.

Arar a terra, adubar e deixá-la pronta requer muito laboro externo e interno: colocar em prática boas ações e pensamentos, administrar a ansiedade, a dificuldade o pensamento negativo e as decepções.

Precisamos sair da nossa zona de conforto, adquirir conhecimentos salutares a nossa saúde mental, material, emocional e espiritual.

A espiritualidade não é uma máquina de refrigerante que depositamos uma prece e sai um milagre.

A espiritualidade age de acordo como nossos professores que nos acompanham desde os primeiros anos de escola, nos ensinando, incentivando e mostrando o caminho, mas nós é que devemos trilhar essa jornada, que começa hoje, agora e transcende a vida material que conhecemos.

Vamos estudar, nos conhecer e fazer realmente a poupança que nos trará os benefícios imaginados.

Gratidão pela oportunidade.

**** AVISO ****

Amigos e Amigas,

Desculpe pela ausência, algumas coisas estão mudando em minha vida, e não me senti em condições de escrever esses meses. Acredito que toda minha energia deve estar contida nos textos para que possa ser de auxílio. A partir de hoje volto a dividir minhas experiências, e a aprender continuamente com o conhecimento de vocês.

O e-mail de contato para dúvidas ou compartilhar sua experiência é: caminhaeespiritual@gmail.com (É com dois ee mesmo…rs)

Gratidão.

MEDIUNIDADE, NEM TUDO É COMO PARECE. (Parte 1)

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Olá, em primeiro lugar gostaria muito de agradecer os e-mails e mensagens que tenho recebido em relação aos textos. Sempre foi minha proposta mostrar essa parte “Invisível” que se passa durante os diversos tipos de reuniões e atendimentos que tive a oportunidade de participar, a fim de auxiliar, dar conhecimento e mesmo criar uma situação de reflexão onde todos possam ganhar e evoluir como Seres Universais.

Dentre os e-mails muito me perguntam e questionam os pontos positivos e negativos de se perceber os espíritos, no meu caso por meio da clarividência. O que possibilita enxergar pela visão astral (terceira visão) situações, eventos, objetos e também os mentores, parentes, amigos e opositores (Prefiro chamar de opositores a obsessores, mas isso fica a critério de cada um).

Nesse texto vou me ater apenas ao tema “Parentes Desencarnados” e como foi e é minha experiência e convívio com eles.

Quando minha mãe desencarnou em 2001 devido a uma metástase de um câncer de pulmão, (embora nunca tivesse fumado sempre guardou muita mágoa na vida e como já vimos em textos anteriores à mágoa sempre ataca energética e fisicamente os pulmões).

Eu fiquei muito apreensivo e ansioso em poder vê-la. Naquela época eu não tinha tanta maturidade espiritual, então só consegui percebe-la 1 ano depois do seu desencarne.

Ela vestia uma roupa preta, estava bem triste e ainda careca, mantinha o mesmo corpo astral de quando ainda estava com a doença. Falava pouco e chorava muito, quase não se comunicava.

Em 2003 comecei a me encontrar com ela fora do corpo. Ela já estava melhor, os cabelos haviam crescido, já era minha mãe, mas ainda estava muito presa emocionalmente, afobada e acelerada para falar. Como o tempo era curto e na cabeça dela tinha muita coisa para ser expresso acabava atropelando as frases. Na condição extrafísica comunicamo-nos pelo pensamento e não pela fala. Tudo era novo para ela, nem conseguia volitar entre os planos, eu precisava esperar o Aerobus que traziam as pessoas para poder falar com ela. (Aerobus é um veículo espiritual, que serve para o transporte de espíritos, apareceu a primeira vez no livro “Nosso Lar”, de autoria de André Luiz e psicografado por Chico Xavier)

Em 2005 foi a primeira vez que ela tentou me ajudar, na época eu não estava conversando com meu pai (Sim! Médiuns também têm problemas. Parentes difíceis, colegas de trabalho de difícil trato, etc…). A espiritualidade na época nos aconselhou esperar um pouco, pois estávamos amadurecendo nossas emoções. Meu pai é materialista e minha mãe sempre foi espiritualista, digamos que cresci em meio a um cabo de guerra e tive que me adaptar.

Eu só percebi que este encontro entre nós não daria certo quando já estava no avião indo visitar meu pai (Ele mora em Porto Alegre). Como suspeitei o encontro foi um desastre, fomos mexer em feridas abertas e nenhum dos dois estavam prontos para o que resultou da conversa. Minha mãe que assistia tudo ficou decepcionada comigo, pois ela também estava ligada ao nosso emocional.

Lembro até hoje da cena: minha mãe no canto da sala com dois mentores e no outro canto dois opositores instigando a briga entre eu e meu pai. Eu, meninão de tudo, e meu pai também imaturo, optamos pelo caminho mais fácil, seguir os instintos e falar sem pensar.

Hoje meu pai e eu nos damos super bem, e damos risadas dessa história, ele mais do que eu, pois acredita que ver espíritos é coisa da minha cabeça, então a diversão é dobrada para ele.

Após essa data minha mãe sumiu de vez, aparecia nas reuniões em que eu trabalhava mas não se fazia visível para mim. Fui trabalhando essa situação e em 2010 ela começou a me visitar no meu aniversário, aí que começa uma das maiores lições do espiritismo, que todos conhecem na teoria, mas poucos na prática.

Tudo evolui, tudo está em constante transformação.

Ao logo de seis anos – 2010 a 2015 – quando foi à última vez que a vi, percebi seu amadurecimento espiritual. Cada ano que passava ela estava diferente, menos emocional mais espiritual, aquele Ser que veio me ver nos últimos anos já não era mais a minha mãe. Ela já tinha sua consciência universal, foi mãe de muitos, esposa e marido de muitos, filho e filha.

Aquela assinatura emocional que me ligava a ela tinha sumido, era um espírito de luz que lutou muito nesses 12 anos de aprendizados e desapegos.

Confesso que isso me deixou muito triste no começo, pois eu acreditava que realmente iria reencontrar minha mãe do mesmo jeito, mas pensando bem isso seria um tremendo egoísmo da minha parte, prender a evolução natural do espírito encarnado ou desencarnado.

Tenho acompanhado várias situações semelhantes, com amigos próximos, parentes meus e das pessoas que atendo nos trabalhos.

Quando falamos de desapego, não é só de itens materiais, mas a ideias, conceitos e emoções.

Evoluir é despegar-se e seguir em frente agradecendo sempre pela oportunidade.

É como apreciar um rio, a água passa te nutre e continua seu caminho e nós aproveitamos o momento.

Portanto, para quem é muito apegado a emoções, a clarividência pode ser um baque no primeiro instante, mas depois nos acostumamos a seguir o fluxo. Aprendemos a ver as coisas como são não como gostaríamos que fosse, ou pelo que achamos que é certo.

O trabalho da mediunidade é um trabalho de imensa responsabilidade, que tem que vir com uma base moral e intelectual.

Não basta ter a capacidade de ver.  Ver não significa saber. Ver por meio da clarividência é o mesmo que ver com os olhos materiais, se você não tiver o conhecimento do que foi visto, vai passar adiante informações erradas.

Devemos sempre manter o habito de estudar.

Gratidão pela oportunidade.

O QUE ACONTECE QUANDO GUARDAMOS RESSENTIMENTOS

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Dia: 25 de AGOSTO de 2017

Horário: 19h40

Local: Reunião espírita São Paulo – SP

 

Sempre que tenho a oportunidade, gosto de relatar alguns atendimentos que faço durante as reuniões espíritas que participo. Procuro preservar o nome dos envolvidos, passando o máximo de informações que percebo pela mediunidade e conversas com o grupo.

Essa reunião ocorria de forma tranquila com seus atendimentos, quando chegou a vez de atender Vitório (nome fictício).

Vitório é um grande amigo, que está passando por algumas dificuldades.  Essa era sua primeira vez na reunião. Ele havia frequentado e trabalhado em outras reuniões que eu participava, e já era velho conhecido de todos.

Quando Vitório sentou-se na cadeira para receber o atendimento, a equipe espiritual começou mostrando-me como estava seu pulmão no corpo espiritual.

Toda vez que geramos ou recebemos uma energia se acumula primeiro no órgão etéreo, e só depois é absorvida pelo órgão do corpo físico. No campo energético do pulmão flutuavam diversos rostos em formas pensamentos gerados pelo próprio Vitório por meio de situações negativas que ele vivenciara. Eram uma diversidade de rostos bravos, raivosos que praguejavam repetidamente.

Comecei a indagar Vitório a respeito de suas magoas não só as recentes, mas também as de muito tempo atrás. Busquei através de uma rápida conversa saber sobre pessoas, que pelo seu ponto de vista, tinham o machucado ou magoado.

Ele realmente confirmou que sim existiam algumas pessoas que o deixaram bem chateado, mas que agora ele nem pensava mais, estava tudo “resolvido”.

Conforme eu ia descrevendo os rostos projetados no pulmão ele ia identificando e comentando sobre estas pessoas: Ex-sócio, pessoas do convívio mais íntimo e pessoas do antigo trabalho.

De acordo com o que ele dizia a energia ia baixando de frequência, vibrando na sintonia de mágoas e tristezas e deixando os rostos, antes mais apagados e opacos, mais definidos e raivosos.

Na mesma hora lembrei do importantíssimo trabalho que fez a escritora Louise Hay sobre a conexão entre o nosso corpo e as emoções.

Sabemos que toda emoção é energia, e essa energia gerada se espalha rapidamente pelo nosso corpo gerando reações físicas e energéticas. Acumulando-se em órgãos específicos de acordo com a natureza dos pensamentos.

Segundo a Louise Hay pulmão significa: Medo de absorver a vida, de não se achar no direito de viver plenamente.

Vitório se encontra em situação complicada no campo financeiro, após várias e frequentes perdas materiais. A grande parte dos rostos em seu pulmão estavam relacionados ao trabalho.

Não adianta nada dizermos da boca para fora que estamos bem, que perdoamos e que deixamos as mágoas irem embora. Não conseguimos mentir para o nosso corpo!

Situações difíceis e mal resolvidas nos fazem lembrar do passado. Situações e pessoas, como no caso de Vitório que a espiritualidade mostrava o padrão de pensamento:

“Se eu não tivesse feito tal escolha, ou se fulano não tivesse cometido tal atitude, hoje eu não estaria assim, por que será que tudo isso está acontecendo?”

Todas as situações que chegam a nossa vida sejam por causas das nossas atitudes ou não, são situações que temos que viver. Nosso Karma! Estes problemas podem ser de dividas de vidas passadas, escolhas do próprio espírito que reencarnou, escolhas ruins que fizemos, muitas vezes sem perceber, que acabaram prejudicando outras pessoas. Não importa o nome que você dê, aprendemos sempre. É através da educação que evoluímos e é a única coisa contínua em todos nós, desde o momento em que nascemos até o momento de nossa morte. Independentemente de qualquer opção religiosa, não devemos nos sentir mal pelo passado e sim aprender com ele. Nós normalmente tomamos a melhor decisão que nossa capacidade temporária permitia.

Conversei com Vitório, disse que daríamos um passe e que colocaríamos energia de amor para fazer a energia negativa se dissipar, mas que ele deveria fazer a parte dele, deixar as coisas irem e desapegar-se do passado doloroso. Apenas conseguimos fazer este processo adquirindo informações, através de mudanças de padrão de pensamento, para que a fonte geradora de mágoas possa gerar outras energias salutares, e em vez de enfraquecer, possa fortificar todos os órgãos.

Demos o passe, transmitindo boas vibrações aos pulmões. Encerramos a reunião com mais esse aprendizado. Uma semana depois, no dia 30, nossa incentivadora Louise Hay deixou esse plano para continuar aprender e auxiliar em uma esfera superior.

Mais uma vez muito agradecido pela oportunidade de aprender.

Gratidão!

PREPARATIVOS PARA UM DESENCARNE

(Ilustração feita pelo próprio médium)

Dia: 19 de Maio de 2015

Horário: 10h20min

Local: Hospital do Servidor Público – São Paulo – SP

 

O ano de 2015 foi bem difícil, regado de experiências de desencarne e doenças que exigiram de mim algumas atitudes e pontos de vista diferentes, mudando minha concepção sobre renovação e desapego. De certa forma, embora dolorosa, é uma oportunidade excelente para desenvolver novos conceitos e adquirir maturidade espiritual.

Há algum tempo eu acompanhava a doença do pai de uma amiga muito querida – O Sr. Oswaldo.

Ele era uma pessoa muito divertida e alegre, mas com temperamento difícil, tinha diabetes e outros problemas decorrentes dos seus 80 anos de uma vida desregrada com os cuidados com a saúde. Todo esse histórico culminou com uma doença pulmonar grave que piorou seu quadro.

Como o mesmo era evangélico e nós espiritualistas, ele não permitia que fizéssemos atendimentos espirituais. Mesmo assim, sua filha, conhecedora das doutrinas espirituais, sempre o incluía em suas preces.

Em Abril do mesmo ano a situação familiar agravou, pois a mãe dela, dona Soraia esposa do Sr. Oswaldo, que há algum tempo tinha um quadro de câncer avançado, foi internada as pressas por decorrência da doença. Poucas semanas depois o Sr. Oswaldo também fora internado no mesmo hospital. A falta da companheira em casa fez com que sua saúde piorasse. Afinal eram 60 anos juntos de convivência diária, entre farpas e afagos.

A providência divina fez com que os dois ficassem internados no mesmo andar do hospital em quartos de frente para o outro.  Embora próximos, como os dois estavam acamados, não conseguiam se ver ou se falar, e recebiam notícias um do outro por parentes.

Aconteceu que dona Soraia acabou desencarnando na primeira semana de Maio. Não estive presente no momento, mas minha amiga me contou que foi uma passagem tranquila, ela desencarnou enquanto cantava um louvor a Deus, junto a uma irmã da igreja.

Pelo fato do Sr. Oswaldo estar em estado delicado, os filhos optaram por não contar sobre o desencarne de sua tão amada companheira, a fim de que o choque não piorasse sua situação.

Mesmo sem saber de nada, a situação do Sr. Oswaldo piorara e se encaminhava para um quadro irreversível. Já semi consciente e de tanto chamar pela esposa, resolveram contar a ele que Dona Soraia havia partido.

– Onde está a Soraia?

– Pai, eu preciso te contar uma coisa… A mãe já partiu.

– Ué, ela já voltou para casa?

– Não pai, ela está com Deus agora.

– Ah, ela já foi?

Virou para o lado e dormiu. Enquanto minha amiga e familiares emocionados deixavam o quarto. Essa foi a última lembrança que carrego comigo do Sr. Oswaldo, pois a partir desse momento não o veria mais consciente.

Após alguns dias ele foi colocado em coma induzido devido a sua piora.

No dia 19 de Maio, por volta das 09h da manhã fui fazer uma visita no hospital, estava um entra e sai de parentes, uma correria. Consegui subir para o quarto por alguns minutos para ver o Sr. Oswaldo.

Enquanto subia pelo elevador senti um frio na barriga, sentindo que a hora dele chegava e iria se encontrar com a Dona Soraia. E de certa forma me perguntava, mesmo já tendo visto muita coisa, será que eu estaria pronto para ver um desencarne?

Assim que entrei no quarto em que estava Sr. Oswaldo e os dois netos, me sentei na poltrona e fiz uma prece em silêncio e me colocando a disposição de Deus e da espiritualidade para o que fosse preciso.

Foi quando pela clarividência pude perceber o que acontecia no quarto. Via o Espírito do Sr. Oswaldo deitado sobre seu corpo material inconsciente na cama. Ele estava assustado, ainda mantinha as conexões do corpo espiritual com o corpo, o quarto já estava preparado para o desencarne, tinham alguns socorristas ao fundo acompanhando o processo, mas eles não se faziam visíveis a Sr. Oswaldo.

Havia uma luz no pé da cama, não sei até hoje se essa luz é padrão no desencarne ou em função da opção religiosa de Sr. Oswaldo eles tinham montado essa imagem para facilitar sua passagem.

Fiquei acompanhando as reações do Sr. Oswaldo, por alguns minutos, sentia o medo e apreensão em deixar o corpo, talvez por ele sempre ser muito apegado às coisas materiais e ser resistente ao novo.

De repente, olhei para o lado e vi Dona Soraia de pé ao lado da cama.

Eu fiquei confuso e me perguntava como ela poderia estar ali??? Tinha desencarnado fazia uma semana devido a um câncer. Ela não deveria estar em recuperação? Como podia estar ali?

Afinal era assim que estavam em relatos e livros que eu lera anteriormente.

Analisando detalhadamente a situação percebi que não existia uma energia pertencente à Dona Soraia e nem a de um ser espiritual. A forma era dela, mas sem energia. Era um Holograma! Uma forma pensamento criada e plasmada com matéria astral pela espiritualidade para auxiliar o desencarne de Sr. Oswaldo. Ele via a esposa e ia se desprendendo da matéria de forma mais consciente.

Que maravilha poder perceber isso. Viver essa experiência era algo novo para mim!

Eu acompanhava atentamente a cena. Sr. Oswaldo apavorado esticava a mão para a esposa, mas depois voltava para o corpo, fez este movimento diversas vezes. Estava com medo da situação nova que enfrentava. Cada vez que o espírito voltava e acoplava ao corpo, o mesmo dava alguns solavancos.

Isto lembrava muito minha infância, quando meu pai estava dentro da piscina e falava para mim: Filho vem, pode mergulhar, e eu sempre receoso, ensaiava o movimento diversas vezes antes de pular efetivamente.

Nesse momento infelizmente, me chamaram, meu tempo tinha terminado e havia muitos familiares para subir.

Desci com uma tranquilidade no coração e agradecido pela grande experiência adquirida, embora não tenha visto tudo, foi muito gratificante.

Sr. Oswaldo faleceu no final do mesmo dia.

Acompanhei a jornada do Sr. Oswaldo fora do corpo por mais um ano e meio após o seu desencarne, mas essa história fica para outro texto.

Gratidão pela oportunidade.

Luz e paz para todos.

MEDITAÇÃO PARA CONEXÃO COM O TODO

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Mais um ano começa com novas esperanças e novos sonhos. Alguns acham que tudo vai melhorar, outros não tem tanta certeza. O importante é a consciência que muitos começaram a ter a partir dos acontecimentos dos últimos anos. Com as mudanças climáticas, tomamos uma consciência maior que a natureza não está aqui apenas para nos servir, para que façamos uso indiscriminado para obter lucro, mas fazendo parte de nós, pulsando dentro de nós. A natureza está conectada diretamente com cada habitante desse planeta.

A comoção planetária com os animais se tornou mais evidente nos últimos anos, atos contra touradas e maus tratos são denunciados em redes sociais. Nós como espíritos mais evoluídos, temos o dever de zelar, proteger e instruir esses seres tão cheios de amor e outros sentimentos.

E o que falar da união entre pessoas de raças, credos, posições sociais distintas, que juntos começaram a reivindicar seus direitos de existir, pensar e cobrar daqueles que foram eleitos para cuidar de uma nação, que aceitaram o desafio e a confiança de milhões, para fazer o justo e o correto por eles e suas famílias. Ainda temos uma longa jornada nessa estrada, mas esse começo é importante.

Estamos todos conectados gostemos ou não, juntos conseguiremos o que desejamos, quando nos despojarmos do medo. Necessitamos ser livres para desejar o bem e o amor incondicional para quem é e pensa diferente de nós. Todos fazem parte da nossa realidade.

Deixo aqui uma meditação para que comecemos de forma branda a vibrar por esse planeta que nos acolhe nessa experiência e todos aqueles Seres que o compõem, que são peças fundamentais para a nossa evolução individual e coletiva.

– Encontre um lugar onde você possa se sentar confortavelmente por alguns minutos.

– Desligue o telefone, feche os olhos e comece a prestar a atenção em sua respiração.

– Inspire a atmosfera ao seu redor, o otimismo, a certeza que está no lugar certo, vivendo a experiência certa para você. A gratidão pela vida e todos os elementos que ela compõe.

– Expire todo medo que sente que talvez o mal que as pessoas te causem seja um reflexo do medo delas, solte a angústia, o preconceito, você está sozinho não precisa esconder nada, jogue fora tudo o que te faz mal, sem medo e vergonha.

– Faça essa respiração até se sentir leve, se der vontade de chorar, chore.

– Sentindo-se leve, imagine-se um ser de luz e cada vez mais que sua luz aumentar,  sinta-se como um foco de luz que guia aqueles seres perdidos, que necessitam de ajuda. Nessa hora podem aparecer algumas pessoas na sua mente, pessoas conectadas com você que precisam de ajuda, envie luz para elas.

– Mentalmente erga as mãos e vislumbre o planeta Terra entre elas. Com todo carinho envie energia ao planeta e todos os Seres que habitam material e espiritualmente.

– Sobre o planeta imagine uma lótus, como nós temos o nosso Chacra coronário que recebe energias divinas, o planeta também possui o dele. Nessa hora imagine um feixe de luz descendo do infinito e se conectando ao planeta pela lótus.

– Essa é a conexão divina entre o Criador, o planeta e você. Sinta-se parte de uma experiência divina, saiba que tudo que passa nessa vida é experiência pura, de um espírito imortal e divino.

Dê o valor correto as coisas e ações, não sofra e nem de mais valor do que as situações necessitam.

– Inspire fundo e abra os olhos devagar enquanto expira.

– Agradeça pela experiência.

Gratidão a todos pela oportunidade de compartilhar, segue um desenho que vi enquanto fiz essa meditação para auxiliar aqueles que tem dificuldade.

Comente sua experiência com essa meditação e auxilie os outros.

Gratidão.

É OU NÃO É, NÃO EXISTE FAZ DE CONTA

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Dia: 30 de Novembro de 2016

Horário: 23h40

Local: Em meu quarto, me preparando para dormir – São Paulo – SP

 

Normalmente relato aqui acontecimentos que presencio durante as reuniões espíritas na qual participo, mas hoje quis falar um pouco sobre os acontecimentos no meu dia a dia como médium.

A clarividência, sensibilidade e outros dos sentidos da mediunidade, não são facilmente desligados como muitos pensam. O seu mentor pode e até respeita seus horários de trabalho mediúnico, mas existe uma classe de espíritos que não está muito familiarizada com a palavra “Respeito”, e essa é a que devemos estar constantemente em alerta.

Eu, como qualquer ser humano, busco por instinto o melhor para mim e para os meus. Tento fazer tudo de uma maneira simples e tranquila, mas nem sempre é possível e esforços são requeridos. Desde que me entendo por gente e por sentir a presença do outro lado, busco conciliar essas duas palavras: “Viver bem” e “Facilidade”.

Há muitos anos atrás quando eu ainda era bem jovem e imaturo, escutei em um centro uma frase de um senhor:

“Faça sua reforma intima meu rapaz, ela é difícil pois a todo instante suas dificuldades são refletidas para você como sua imagem no espelho, mas a cada conquista de uma dificuldade uma felicidade imensa preenchera seu coração de forma definitiva, e não apenas paliativa quando buscamos, a quem nos apoie o ego e a vaidade”

Bom, claro que nem de longe fui buscar essa reforma íntima, afinal eu via espíritos, e isso devia me valer alguma coisa de bônus sobre os outros. Quem sabe uma vista grossa sob meus defeitos.

Com 17 anos nas costas fui atrás da minha “facilidade espiritual”, o meu desenvolvimento dentro da minha zona de conforto, afinal o que aquele senhor sabia?

Fui a diversos centros, templos e casas religiosas, em cada uma delas quando chegava me sentia em casa, tudo era perfeito, começava a estudar e de repente:

PAF! Dava de cara com a tal da reforma moral de novo, mudava de centro, de doutrina e tudo se repetia, pois sempre fui uma pessoa que gosta de estudar e conheço minhas dificuldades. Uma verdade que descobri durante esses anos. Todas as pessoas que convivem com vocês sabem dos seus defeitos, mas por educação não jogam na sua cara, pelo menos não em seu estado normal, em função disso pensamos que somos perfeitos e que a culpa é sempre do outro. Pura ilusão!

É como aquele ditado… Marido traído é sempre o último a saber. Você também vai ser o último a saber o que todos já falam nas suas costas.

Por isso a importância da auto reflexão continua e sempre lembrar das palavras de Jesus.

“Amai ao próximo como a si mesmo”.

Hoje com mais maduro e experiente entendo a importância da reforma íntima.

23h38 – Domingo. Estava me preparando para dormir, havia tido um fim de semana desgastante, tinha perdido a cabeça, ficado triste, nervoso, como qualquer ser humano. Realmente baixei muito minha energia, e com a preguiça batendo a minha porta e eu me dando o direito de ficar na fossa um pouquinho, afinal todo mundo tem esse direito, certo? Certo! Mas tem um preço.

Sentei na cama e através da minha visão espiritual, pude perceber um espírito se aproximando, ele tinha uma energia baixíssima, mas como eu também estava vibrando baixo conseguíamos essa conexão.

Ele era todo coberto de pelos cinzas, tinha uma cara animalesca e dentes afiados como se fosse um lobisomem. Babava, rosnava e grunhia coisas sem sentido.

Embora estar na presença dele fosse muito pesado mantive um contato para entender mais sobre aquela criatura e poder aprender sobre a situação, afinal eu que não ia dormir com ele ao lado da minha cama.

Não era uma criatura das trevas, mas um sofredor que aprisionado em seus sentimentos de raiva e ódio transmutou seu perispírito em uma forma animalesca.

(Quem tiver interesse em saber mais sobre essa transmutação pode pesquisar sobre “Licantropia no espiritismo”.)

Comecei a enviar luz e bons pensamentos, pedir ajuda para ele. Mas ele não ia embora. Fazia proteções e chamava a todos e nada. “Meus mentores e amigos espirituais sempre me dão uma mão, mas em grande parte eles esperam que eu resolva sozinho, me acompanham de longe. Afinal que mentor eles seriam se nas primeiras dificuldades, eles intervissem”

Foi quando pensei… Pera aí, eu estou mal, triste e com raiva como posso querer enviar para o outro, algo que nem mesmo eu fiz para mim?

Mudei o foco e comecei a me limpar e a pedir perdão para mim mesmo, pelas minhas atitudes e pensamentos, quando abri o olho para enviar tudo isso para o espírito que me acompanhava, ele havia sumido!

Quando fazemos o bem para nós mesmos isso se reflete no outro assim como o mal.

Já vi pessoas tomarem passe, fazerem tratamento e 5 minutos depois o sofredor ou obsessor já está de volta.

Não existe atalho, não existe facilidade. Você pode abanar a mosca da comida a vida toda, mas ela sempre vai voltar enquanto você não retirar o doce da mesa.

Vamos tirar de nós o que atrai toda essa tristeza, amargura e uma legião de problemas. É fácil? Claro que não! Não precisamos ter pressa, temos uma encarnação inteira e outra, e outra, mas precisamos começar!

Agora, nesse minuto. É um ótimo momento para começar!

Eu vou recomeçar sempre que cair, sem culpa nem medo.

Gratidão a todos pela oportunidade!

VISITA A UMA AMIGA

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Dia: Quarta-feira, Junho de 2015.

Horário: 20h00

Local: Hospital – São Paulo – SP

 

Já era tarde naquela quarta-feira, me preparava para ir para casa quando recebi uma ligação.

O esposo de uma amiga me ligara e me passava a triste notícia de que sua mulher estava internada no hospital com câncer já avançado. Após me recuperar do baque da notícia, ele me explicou por que demorara para avisar os amigos.

Sara era uma mulher madura, já nos seu 68 anos, batalhadora como poucos com quem tive a oportunidade de conviver. Possuía 5 diplomas universitários, um patrimônio para se viver confortável por no mínimo duas vidas. Materialista e convicta de suas crenças anti- espiritualistas, levou sua vida regada a muitos vícios, trabalhos e cigarros em excesso, e sempre guardando dinheiro, se privando muitas vezes de alguns prazeres, para que não faltasse no futuro.

Após ouvir toda narrativa de Josué sobre as condições de sua esposa Sara, me coloquei a disposição para visitá-la naquele mesmo dia. Terminei de fechar o escritório e me pus a caminho do hospital.

Enquanto me dirigia ao quarto, mil coisas se passavam em minha mente, o câncer é sempre uma notícia impactante na vida da gente.

Cheguei ao quarto 512, bati levemente na porta e entrei.

Sara estava sentada na cadeira do quarto tomando soro, estava bem abatida, já não tinha cabelos em função das várias aplicações de quimioterapia.

Embora feliz em me ver, uma tristeza desesperadora se abatia sobre ela, sentei a sua frente e nessa hora pude observar 3 obsessores conectados a sua mente, em função do baixo padrão de pensamento. Pensamentos terríveis passavam por sua mente, e a troca fluídica entre ela e os tristes espíritos iam ganhando força. Sempre que chorava  a troca fluídica aumentava. Eles olhavam para mim, pois sabiam que eu os podia ver, mas como não representava ameaça continuavam a vampirizar Sara.

Tentei por diversas vezes conversar com ela para que ela mudasse os padrões de pensamento, e afastasse-os de vez, mas ela sempre falava:

– Ah lá vem você de novo, com esse negócio de espírito, isso é coisa de gente que não tem o que fazer…

Pensei em dar um passe magnético para eles irem embora, mas logo retornariam. Por isso a importância de não só limpar, mas conscientizar as pessoas a terem pensamentos e hábitos sadios.

Nesse momento entra no quarto Ligia, uma grande amiga de Sara que por sinal é frequentadora de uma Casa Espírita tradicional de São Paulo.

Após algumas conversas, Ligia pergunta se pode dar um passe na querida amiga. Sara olha para mim com cara de deboche, dá uma risadinha mas permite o tal passe, deve ter pensado que se não aceitasse a amiga ficaria triste.

Quando Ligia começou a fazer a prece, entrou uma equipe de espíritos no quarto, lembro de ver que o espírito de uma moça loira que coordenava o trabalho, entrei em contato mentalmente com ela e ela me disse que fazia parte de uma equipe que atua em hospitais, para trazer consolo e força a pacientes e familiares, que passam por situações de doenças.

Quando Ligia começou a prece, eles vieram em apoio pela Luz que era emanada do quarto.

O que me faz lembrar da passagem de Jesus:

“Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”

Mateus 18:20

O céu não desampara, está sempre disponível mesmo que não possamos perceber.

A oração e o passe terminaram e a equipe se retirou, Ligia e eu nos despedimos e fomos para casa em prece pedindo apoio a Sara e a família.

No caminho refleti bastante sobre o aprendizado, o quanto devemos ser responsáveis por nossas atitudes, pensamentos e ações.

Acreditar em Deus mesmo quando tudo parece estar errado.

Sara veio a falecer alguns meses depois decorrente do câncer de pulmão.

Foi um desencarne muito difícil, estive lá 30 minutos depois do ocorrido, mas essa história deixo para outra oportunidade, pois é uma lição a parte sobre conduta de vida, desapego e fé.

Gratidão a todos pela oportunidade.

ATENDIMENTO COM AUXÍLIO DE EXTRATERRESTRES

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Dia: 19 de Julho de 2014

Horário: 19h40

Local: Atendimento extra fora do horário normal da reunião – São Paulo – SP

 

10h30 – A reunião habitual de sábado terminara, todos ainda em clima de excitação e ansiosos para trocar experiências entre os participantes quando o telefone toca.

Era Djair, um amigo muito querido da nossa dirigente, que por vezes sumia sem dar notícia e aparecia depois de meses como se nada tivesse acontecido.

Djair é uma pessoa fantástica, homem de sessenta e poucos anos, solteiro, cheio de manias e ama sua profissão de taxista. Durante muitos anos Djair era um trabalhador assíduo do centro, mas após seu pai falecer, ficou descrente do espiritismo, e se afastou, embora todos nós tentássemos ajudar ele permaneceu irredutível, vinha nos visitar uma ou duas vezes por ano.

Nessa última ligação, porém, a notícia que trazia não era das melhores, estava com problemas de saúde, um dos rins já não funcionava e o outro estava comprometido, fora o stress mental em função do trabalho de taxista em dois turnos vivia a base de remédios para dormir.

Após alguns minutos de conversa, nossa Dirigente explica a situação e nos comunica que ele precisava de ajuda, infelizmente só poderia chegar às 18h00. Ela nos pergunta se estaríamos disponível para  trabalhar esse horário. Djair é daquele tipo de pessoa que não acredita na espiritualidade, mas quando a coisa aperta, vai atrás.

Eu me coloquei disponível para o trabalho. O marido da dirigente, Wilson, chegaria ao mesmo horário de Djair e como sempre se prontificou para o trabalho. Estamos pronto para ajudar e ficamos preparados para qualquer tipo de surpresa que pudesse acontecer.

19h00 – Nada de Djair, nenhuma surpresa para quem já o conhecia, famoso por suas longas conversas e também pela sua falta de pontualidade.

19h20 – Djair toca a campainha, após uma breve e perturbadora conversa descobrimos que o médico havia lhe dado mais 6 meses de vida A história já começava a ficar difícil. Após todos os preparativos começamos o trabalho…

atendimento-ET-5Wilson após a prece inicial incorporou um espírito de extraterrestre, uma característica de sua mediunidade é ter sintonia com esses Seres Nesta noite, em particular, vinha um ser que nunca tinha visto antes, era uma das formas astrais mais lindas e interessantes que já tinha tido a oportunidade de ver. Era um Ser formado por códigos e impulsos eletromagnéticos que percorriam todo seu corpo lembrando o filme Matrix. Ele possuía nos locais dos Chakras estrelas que enviavam de forma viva códigos para todo seu corpo astral, um show de luzes para quem podia ver através da clarividência.

atendimento-ET-2Foi pedido a Djair  a deitar no sofá, enquanto ele fechava os olhos e relaxava Wilson em sintonia com o E.T. começava o processo. A primeira coisa que fez foi expandir uma cópia do cérebro de Djair em uma espécie de holograma sob sua cabeça. Pude perceber nesse holograma, que várias parte do cérebro de Djair estavam apagadas, ao lado surgiu um tubo de luz com um código de DNA Com as mãos o Extraterrestre  movimentava alguns diagramas com formas hexagonais que lembravam membranas celulares, O Extraterrestre me perguntava mentalmente se eu estava o acompanhando, eu estava mais assustado do que presenciando, pois era fora do que eu chamo de padrão de trabalho mediúnico. Djair nessa hora se encontrava totalmente dormindo profundamente no sofá, ressaltando que ele nunca havia sentido absolutamente nada durante todos os anos de trabalho no centro.

atendimento-ET-3Após alguns minutos, todo esse esquema de códigos, DNA e luzes foram se incorporando ao perispirtito de Djair.

Após o trabalho o espírito desapareceu, encerramos  e agradecemos a ajuda do mentor Extraterrestre.

Djair continuava dormindo, tentamos acordá-lo, mas ele parecida sedado, após 5 minutos ele acordou mas não conseguia se mover e não sentia as pernas e estava sonolento. Nosso amigo Djair foi voltar a estar em condições de dirigir apenas as 0:30hs.

Ele disse que sentiu como se tivesse sido operado, a mesma sensação da volta de uma anestesia.

Debatemos sobre as percepções, pois nunca tínhamos presenciado algo assim, os Extraterrestres que normalmente trabalham com o grupo, sempre trabalham com cura quântica, indo a partículas mínimas e reestruturando tudo, causando mudanças de padrões nas pessoas assistidas, vibrando a nível planetário, pelo bem a nível micro e macro.

Como Djair é de sumir e não avisar, até hoje não o vi mais, mas tive noticias que estava vivo e bem em dezembro de 2015.

Tive outros trabalhos com a participação de extraterrestres que vou contar posteriormente.

Temos que abrir nossa mente e nos livrar dos preconceitos para permitir o auxílio desses mentores que vem para nos expandir a consciência e nos mostrar uma nova forma de ver a humanidade e nosso planeta. Nosso somos todo um, irmãos de alma, ferir o outro é ferir a si mesmo, curar a si mesmo é curar o outro.

Gratidão pela oportunidade, sempre.

Luz e paz para todos.