VISITA A UMA AMIGA

amiga-hospital

Dia: Quarta-feira, Junho de 2015.

Horário: 20h00

Local: Hospital – São Paulo – SP

 

Já era tarde naquela quarta-feira, me preparava para ir para casa quando recebi uma ligação.

O esposo de uma amiga me ligara e me passava a triste notícia de que sua mulher estava internada no hospital com câncer já avançado. Após me recuperar do baque da notícia, ele me explicou por que demorara para avisar os amigos.

Sara era uma mulher madura, já nos seu 68 anos, batalhadora como poucos com quem tive a oportunidade de conviver. Possuía 5 diplomas universitários, um patrimônio para se viver confortável por no mínimo duas vidas. Materialista e convicta de suas crenças anti- espiritualistas, levou sua vida regada a muitos vícios, trabalhos e cigarros em excesso, e sempre guardando dinheiro, se privando muitas vezes de alguns prazeres, para que não faltasse no futuro.

Após ouvir toda narrativa de Josué sobre as condições de sua esposa Sara, me coloquei a disposição para visitá-la naquele mesmo dia. Terminei de fechar o escritório e me pus a caminho do hospital.

Enquanto me dirigia ao quarto, mil coisas se passavam em minha mente, o câncer é sempre uma notícia impactante na vida da gente.

Cheguei ao quarto 512, bati levemente na porta e entrei.

Sara estava sentada na cadeira do quarto tomando soro, estava bem abatida, já não tinha cabelos em função das várias aplicações de quimioterapia.

Embora feliz em me ver, uma tristeza desesperadora se abatia sobre ela, sentei a sua frente e nessa hora pude observar 3 obsessores conectados a sua mente, em função do baixo padrão de pensamento. Pensamentos terríveis passavam por sua mente, e a troca fluídica entre ela e os tristes espíritos iam ganhando força. Sempre que chorava  a troca fluídica aumentava. Eles olhavam para mim, pois sabiam que eu os podia ver, mas como não representava ameaça continuavam a vampirizar Sara.

Tentei por diversas vezes conversar com ela para que ela mudasse os padrões de pensamento, e afastasse-os de vez, mas ela sempre falava:

– Ah lá vem você de novo, com esse negócio de espírito, isso é coisa de gente que não tem o que fazer…

Pensei em dar um passe magnético para eles irem embora, mas logo retornariam. Por isso a importância de não só limpar, mas conscientizar as pessoas a terem pensamentos e hábitos sadios.

Nesse momento entra no quarto Ligia, uma grande amiga de Sara que por sinal é frequentadora de uma Casa Espírita tradicional de São Paulo.

Após algumas conversas, Ligia pergunta se pode dar um passe na querida amiga. Sara olha para mim com cara de deboche, dá uma risadinha mas permite o tal passe, deve ter pensado que se não aceitasse a amiga ficaria triste.

Quando Ligia começou a fazer a prece, entrou uma equipe de espíritos no quarto, lembro de ver que o espírito de uma moça loira que coordenava o trabalho, entrei em contato mentalmente com ela e ela me disse que fazia parte de uma equipe que atua em hospitais, para trazer consolo e força a pacientes e familiares, que passam por situações de doenças.

Quando Ligia começou a prece, eles vieram em apoio pela Luz que era emanada do quarto.

O que me faz lembrar da passagem de Jesus:

“Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”

Mateus 18:20

O céu não desampara, está sempre disponível mesmo que não possamos perceber.

A oração e o passe terminaram e a equipe se retirou, Ligia e eu nos despedimos e fomos para casa em prece pedindo apoio a Sara e a família.

No caminho refleti bastante sobre o aprendizado, o quanto devemos ser responsáveis por nossas atitudes, pensamentos e ações.

Acreditar em Deus mesmo quando tudo parece estar errado.

Sara veio a falecer alguns meses depois decorrente do câncer de pulmão.

Foi um desencarne muito difícil, estive lá 30 minutos depois do ocorrido, mas essa história deixo para outra oportunidade, pois é uma lição a parte sobre conduta de vida, desapego e fé.

Gratidão a todos pela oportunidade.

Anúncios