Boa noite meus irmãos.
Quero contar um pouco sobre como minha fé foi se fortalecendo e se consolidando ao longo dos anos. O ato de crer em Deus, para mim, não está vinculado a nenhuma religião, se tornou um movimento natural, como respirar, acordar e dormir. Essa visão me ajudou muito a me unir com meus irmãos de outras crenças, permitindo que eu crescesse estudando e aprendendo a ver Deus por outros olhos, culturas e crenças — o que só enriqueceu a minha caminhada.
Hoje, acredito em um Deus que está acima de tudo, e em todos os seres vivos como nossos irmãos. Consigo perceber, sem me irritar como antigamente, com um irmão que está passando por uma prova ou uma caminhada que já vivenciei, sem precisar fazer uma crítica. Apenas faço uma prece e emano energia para que ele consiga suportar e crescer com aquele aprendizado.
Pude entender que, quando fazemos algo de bom sem pretensão, apenas porque achamos que é certo ajudar, Deus — ou o universo, como queiram chamar — sempre nos devolve. Durante muito tempo, achei que seríamos recompensados pelas mesmas pessoas que ajudamos ou para quem fizemos algo de bom. Mas, aprendi que tudo o que fazemos é para Deus, ou entregamos ao universo, e tudo sempre volta, mesmo que em situações ou pessoas diferentes.
Cansei de esperar algum tipo de retorno de pessoas que nem percebiam, quando esse retorno chegava pelas mãos de outros. Não foi apenas uma vez que recebi um presente ou uma mensagem de uma pessoa, mas, na energia, eu sabia que era de outra.
Costumo dizer que só existe um patrão, e é Deus. Quando fazemos algo para Ele, e quando recebemos, é Ele quem envia. Estar atento aos sinais fez toda a diferença na minha vida. Vou contar um caso que aconteceu comigo alguns anos atrás.
Eu estava em casa, tomando meu café da manhã, quando o telefone tocou. Era um amigo com quem eu não falava há meses. Naquela época, eu mantinha um site de conteúdo e trabalhava com a venda de espaços publicitários. Ele havia adquirido alguns anúncios, mas acabou ficando me devendo um valor. Como não era uma quantia significativa, preferi deixar pra lá.
Quando atendi o telefone, ele me falou: “Balta! Quanto tempo, cara. Juntei uma grana e estou acertando as dívidas que estavam penduradas. Eu acredito que fiquei te devendo algo, não foi?”
Comentei que sim, mas que não precisava pagar — era só um resquício do último pagamento, e que estava tudo certo. Ele insistiu, conversamos, e chegamos a um valor de R$ 350. Ele disse que faria a transferência, eu agradeci e desliguei o telefone. Ainda pensei: “Como tenho sorte! Acabei de acordar e já ganhei dinheiro” (risos).
Antes de eu chegar à cozinha, o telefone tocou novamente. Pensei: “É ele de novo, deve ter esquecido de pedir meu CPF para a transferência.”
Atendi o telefone:
— Fala, esqueceu o CPF, né?
— Balta? Aqui é o Jorge, pode falar.
Caramba, era outro amigo meu. Pedi desculpas e começamos a conversar.
— Balta, desculpa incomodar. Eu não costumo fazer isso, mas, infelizmente, estou passando por algumas dificuldades. Meu carro quebrou, e preciso de uma peça para poder trabalhar. Você poderia me emprestar o dinheiro? Te pago no quinto dia útil.
— Claro que sim. De quanto você precisa?
— R$ 350.
Nessa hora, eu entendi tudo. O que eu tinha recebido antes não era para mim — era para ele!
Eu passei o dinheiro para ele e disse: “Não precisa me pagar, esse dinheiro é seu”, e contei a história. Ele me contou que estava rezando desde cedo para Deus dar uma luz.
Hoje, agradeço por ter passado por isso. Virou minha bússola quando tudo está difícil. E pode acreditar: sempre teremos dias nublados nesta vida. Mas o importante é não esmorecer. Continuar acreditando e entregando o nosso melhor — para todos! Deus e o universo estão sempre de olho. Todos somos instrumentos de algo maior.
Em uma semana em que o tema da reunião foi Fé, que essa história possa inspirar vocês a continuarem sorrindo e acreditando.
Gratidão!


